smog
Névoa suja que se forma em ambientes urbanos e industriais, nos quais a poluição atmosférica é alta. O termo surge da união das palavras inglesas smoke (fumaça) e fog (névoa) e assim é conhecido internacionalmente, embora existam as formas em espanhol esmog e neblumo (esta última pouco usada) - em português também se usa a forma smog. O smog que afeta as grandes cidades é provocado principalmente pelo tráfego e é conhecido como smog fotoquímico. A combustão de hidrocarbonetos nos veículos motorizados emite para o ar monóxido de carbono e óxidos de nitrogênio (NOx ) (NO como poluente primário e NO2 como secundário, formando-se a partir dele ao se combinar com oxigênio), entre outros gases, além de diversos compostos orgânicos voláteis que também se incorporam à atmosfera. Na presença de radiação solar, produzem-se uma série de reações fotoquímicas que formam grandes quantidades de novas substâncias nocivas (poluentes secundários) como o ozônio, o que vai turvando o ambiente, reduzindo a visibilidade e formando uma espécie de boina (assim é chamada) de aspecto pardacento que cobre toda a cidade. Sua presença irrita os olhos e as vias respiratórias, provocando em muitas pessoas doenças como rinite, bronquite, asma ou pneumonia. As situações anticiclônicas persistentes, particularmente no inverno, com presença de uma inversão térmica, nas quais a insolação é alta e o vento mal sopra, favorecem a formação e o aumento progressivo do smog fotoquímico. Há outro tipo de smog, que é o industrial -também conhecido como smog cinza ou sulfuroso-, devido às emissões de partículas e gases poluentes originadas pelas atividades industriais. A queima de carvão em fábricas, usinas termelétricas e em algumas cidades é a principal fonte de emissão para o ar de fuligem e dióxido de enxofre (e, a partir dele, outras substâncias como o ácido sulfúrico e diversos sulfatos) que, ao se incorporarem às gotículas de água de uma névoa, resultam no citado smog industrial, muito poluente.
Termos relacionados: contaminação atmosférica