glória
Fenômeno óptico atmosférico que consiste em uma ou mais séries de anéis irisados que um observador pode ver ao redor de sua sombra, quando esta se projeta sobre uma nuvem composta exclusivamente por gotículas de água. Ocasionalmente, pode ser observado também sobre a neve e o orvalho. É o resultado de uma dispersão para trás da luz incidente nas gotículas, onde se combinam a reflexão, refração e difração da referida luz. O diâmetro angular da glória -muito menor que o do arco-íris- é inversamente proporcional ao das gotículas. A maior ou menor uniformidade dos tamanhos destas é determinante no fato de vermos uma única série de anéis ou várias. Os fenômenos de interferência que ocorrem quando a luz se difrata em torno das bordas do objeto que produz a sombra são os responsáveis pelo aparecimento de faixas luminosas separadas. Uma das situações em que podemos observar uma glória é viajando de avião, quando este sobrevoa um mar de nuvens. Se a aeronave projetar sua sombra sobre essa camada de nuvens, teremos bastantes possibilidades de ver a glória ao redor dela. O fenômeno também é conhecido como anel, círculo, coroa ou halo de Ulloa, em homenagem ao marinheiro espanhol Antonio de Ulloa (1716-1795), que foi o primeiro a realizar uma descrição científica do mesmo. Por estar centrado no ponto antissolar, também é denominado antélio ou anthelion.